quinta-feira, 14 de março de 2013

NGC2359 - Thor's Helmet - C 9.25

Dessa vez foram 49 exposições de 180s com a Canon 450D. Esse foi o limite de exposições na mesma noite tendo em vista os prédios vizinhos

Na primeira imagem foi feito o processamento mínimo no PS.

A segunda um processamento mais acurado utilizando o PI e PS e ainda um crop da nebulosa.

Processamento inicial
NGC2359 - C 9.25 e Canon 450D: 49 x 180s

Aqui a última foto antes do crop. Depois só trabalhei em cima dele:


segunda-feira, 11 de março de 2013

NGC2359 - Thor's Helmet (PS e PI)


Segue minha primeira astrofoto da NGC2359, também conhecida como Thor's Helmet

 É uma nebulosa na direção da constelação de Canis Major e bem próximo da estrela Sirius (visualmente falando).

O objeto foi descoberto pelo astrônomo William Herschel em 1785, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas.

Aqui fotografado por um tele de 80mm em 18 frames de 120s pela Canon 450D. 
Pretendia fazer umas 2 horas, mas as nuvens tomaram conta hoje. Uma exposição maior revelaria mais detalhes dos "braços".

 Sem flats, darks ou bias e por isso tive que escurecer o fundo além do normal para minimizar os hot pixels (temperatura do CCD estava em 30ºC).

NGC2359 - Orion ED80T e Canon 450D
Localização no céu:


Fonte do mapa: http://www.eso.org/public/brazil/images/eso1238b/

A seguir o resultado da captura com a Atik314E, sem redutor focal, com subframes de 160s para cada canal (RGB), sem Luminance. 35 min por canal (aproximado). Processamento no PixInsight a partir do processamento feito no PS CS3.

FOTO 1 - Processamento no Photoshop


Foto 2 - Processamento no PixInsight a partir da Foto 1


sexta-feira, 8 de março de 2013

NGC3372 - Refrator APO de 80mm

No mundo da astrofotografia telescópios pequenos muitas vezes nos surpreendem com seus belíssimos resultados. É o caso do Orion ED80T e do seu irmão ED80.

Orion ED80


Orion ED80T

Esse pequeno telescópio de menos de 3kg, com 480mm de distância focal, 80mm de abertura, produz resultados que deixam seus irmãos maiores e desajeitados com pulgas atrás das orelhas.

Quanto se inicia na astrofotografia, tem-se a impressão que só conseguiremos resultados satisfatórios com telescópios enormes, com mais de 200mm de abertura, seja newtonianos, dobsonianos, Cassegrain ou Maksutov. Essa ideia não é verdadeira, principalmente se o objetivo for objetos do céu profundo (deep sky). Explico:

 Como a astrofotografia depende de longas exposições fotográficas, a abertura ou tamanho do telescópio não são tão relevantes, já que o tempo de exposição e a quantidade de frames (fotos) compensam esse quesito. Para obervações visuais, quanto maior a abertura melhor, mas para astrofotografia o mais importante é a ótica e, claro, a câmera utilizada.

Em relação a ótica do telescópio, o ideal é que sejam refratores apocromáticos, pois esses modelos possuem excelente correção de cor e impedem ou minimizam a aberração cromática (cores ao redor dos objetos mais brilhantes, normalmente violeta ou azul). Como possuem essa correção em relação aos refratores comuns ou acromáticos, permitem altos aumentos sem perder a definição do objeto, tanto visualmente quanto fotograficamente.

Ainda dentro do universo dos apocromáticos é importante salientar que existem diferentes tipos de correção:
Tem os telescópios que são dubletos (dois elementos) e os tripletos (três elementos). 
Tem os que utilizam lentes FPL51 e outros FPL53 ou superiores.

Em relação aos modelos citados neste post, o Orion ED80 é um dubleto e utiliza 1 elemento FPL53, já o ED80T é um tripleto e também utiliza 1 elemento FPL53.

Após essas breves explicações e já deixando de lado o aspecto técnico da coisa, realizei uma primeira sessão de fotos com o ED80T tendo como alvo a conhecida nebulosa NGC3372 - Eta Carina. 
Como esse telescópio possui uma DF de 480mm o campo de visão é farto e permite captar um área bem grande do céu. Vamos então resultado de 45 frames de 30 segundos cada, em ISO 800 na Canon 450D:

NGC3372 - Orion ED80T e Canon 450D

A seguir um crop da região central (da foto acima)

NGC3372 - Orion ED80T e Canon 450D

A seguir para fins de comparação uma foto da mesma região utilizando um telescópio de 235mm (C 9 1/4) e Câmera ATIK 314E Mono:


NGC3372 - C9.25 e Atik 314E


Aproveitei também para fazer um teste planetário com esse pequeno. O escolhido foi Saturno e foram 1000 frames por canal com a ASI120MM. Utilizado também uma barlow 5x:

Saturno Orion ED80T e ASI120MM
Conclusão:
 Estou IMPRESSIONADO com a capacidade do Orion ED80T. É um telescópio altamente recomendável seja para observação visual, astrofotografia ou observação terrestre. Além disso é SUPER portátil

Seguem as fotos do setup da Atik com redutor focal 0.5x e da Canon 450D para a obtenção de fotografias com o ED80:


Canon 450D preparada para fotos com o ED80T
Foco em 5,65

ATIK 314E com redutor de 0.5x

Atik 314E no ED80T - Foco em 1,6
Atik sem redutor focal - Foco em 4,6mm


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Fotografar a Lua com filtro R ou G

Uma das versatilidades de uma câmera monocromática é a possibilidade "infinita" do uso de filtros e/ou combinações possíveis de serem feitas, a fim de se obter um determinado tipo de resultado ou efeito.

No caso das fotografias lunares, quando estamos no modo "live view", aparentemente o filtro verde apresenta um visual da superfície mais detalhado, porém na hora de processarmos a foto, o filtro vermelho se sobressai. Existe explicação, mas por hora postarei apenas as fotos para fins de comparação.

Ambas foram feitas na mesma hora, com a mesma câmera (AZI120MM), utilizando o Firecapture e foram 1000 frames na resolução 640 x 480 a 30 fps.

Usando o filtro G (verde):


Usando o filtro R (vermelho)



As diferenças são sutis, mas o filtro vermelho apresenta um melhor resultado
Visualmente o filtro verde apresenta uma imagem mais agradável.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

NGC3372 - CORE

Dessa vez tentei captar detalhes do core da NGC3372 - Eta Carina.

Fiz também uma experiência nova:  Retirei o redutor focal da Meade F/3.3, coloquei o da Celestron de F/6.3 e na Atik, coloquei um redutor de 0.5x a 40mm do CCD. 
Essa modificação foi feita com a finalidade de reduzir o coma provocado pelo redutor da Meade. E o resultado foi muito melhor, basta ver a foto abaixo.
Outra detalhe importante é que o corretror da Celestron é redutor focal e field flatner. 
Não cheguei a fazer os cálculos exatos, mas acredito que com a nova combinação o telescópio ficou em F/3.2 e sem coma. 

A foto foi essa com aproximadamente 30 min por canal R e G e 20 min no Blue. Subframes de 70s e 50 s respectivamente:

Fazendo um novo balanceamento de cores e de background:









segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

NGC3324 - Gabriela Mistral

Finalmente o tempo deu uma trégua de uma noite com céu limpo e então fotografei um objeto pouco explorado na região de Eta Carina, a Nebulosa Grabriela Mistral ou NGC3324.

Localização: Segue imagem obtida no Worldwide Telescope (http://www.worldwidetelescope.org) como referência para identificação dessa nebulosa:



A nebulosa leva esse nome devido a semelhança com a escritora chilena de mesmo nome, que foi ganhadora do nobel de literatura em 1945. Além disso essa nebulosa, a semelhança da M42 (Nebulosa de Orion) é um berçário de estrelas. A estrela mais brilhante indica o local de intensa formação estelar.

Para captura o equipamento foi o Celestron C 9.25, CCD Atik 314E e guiagem com o pacote Orion (ST80 + OSSAG), Filtros RGB da Orion.

O grande diferencial dessa imagem foi o processamento no Pixinsight, que já estou me acostumando e retoques finais no Photoshop (saturação e a utilzação do Astronomy Tools para redução de ruído de fundo, Noise Ninja e outra ação (free) chamada de powerdetailextract).

A imagem ainda apresenta o efeito (ou defeito) de coma nas estrelas periféricas devido ao redutor focal utilizado que converte o telescópio de F/10 para F/3.3.

Foram 35 minutos de captura por canal de cor e dessa vez fiz frames curtos de 70 segundos. A propósito estou gostando mais de usar vários frames curtos ao invés de frames longos, pois isso evita a super exposição

A seguir a foto obtida e logo abaixo uma foto da escritora. Repare a semelhança da nebulosa com seu rosto de perfil.

NGC3324 - 17/02/13

Gabriela Mistral


sábado, 9 de fevereiro de 2013

NGC2070 - TARANTULA NEBULA e Mod SCT

Olá
Depois de um período de férias retomei minhas atividades de astrofotografia neste mês de fevereiro de 2013.
Antes de sair de férias havia feito uma encomenda de um tubo de fibra de carbono para substituir o original de alumínio da Celestron. O motivo? Basicamente por dois grandes motivos:

1. O tubo de fibra de carbono pesa a metade do peso do de alumínio e ainda é mais forte;
2. O tubo de fibra possui um revestimento interno anti-reflexo o que proporciona imagens com maior contraste e estrelas menores.

Coloquei a mão na massa e desmontei meu C 9.25 com cuidados e precisão cirúrgica. Devo confessar que li muito a respeito antes de tomar essa decisão e de executar essa cuidadosa operação. Se algo desse errado tornaria o telescópio imprestável. Felizmente deu tudo certo.

Acoplei também uns acessórios da ADM para o telescópio de guiagem e substituí o dovetail padrão CGEM por um também da ADM só que padrão Vixen. Tudo isso com a finalidade de manter o conjunto o mais leve possível.

Em astrofotografia, quanto menos peso a montagem suportar, melhor.

Eis uma foto do setup antes e depois das modificações:

Antes:


Depois:

C 9.25 - Carbon Fíber Tube


Links das modificações:

ADM dovetails
http://admaccessories.com/

Tubos de fibra de carbono:
http://www.carbonscopetubes.com/index.html

Desmontagem de um SCT (passo a passo)

http://www.laughton.com/paul/rfo/c11-disasm.html


Meu primeiro teste com esse "novo" setup foi a nebulosa da tarântula, a NGC2070. Foram cerca de 1hora e 15 min de exposição que tive que dividir em 3 noites, pois não estava conseguindo um alinhamento polar satisfatório para longas exposições. As fotos foram utilizando a ATIK 314E e filtros RGB da Orion. Os frames fora de 120s para R e G e 120 s para o canal B.

Felizmente após inúmeras tentativas e frustrações consegui. A principal dificuldade foi fazer o alinhamento pelo Polar Scope. A montagem que eu comprei no Armazém do telescópio não veio com o retículo para o hemisfério sul e isso dificultou bastante o processo.

Depois de quase jogar tudo pela janela consegui o maldito alinhamento polar com a montagem Atlas EQG (NEQ-6). Descobri também que o PHD Guiding (software de guiagem) possui um gráfico que mostra como está o alinhamento. Na captura de tela abaixo é possível de ver as linhas vermelha e azul que representam os dois eixos RA e DEC da montagem. Quando elas andam juntas significa que o conjunto está alinhado. Veja abaixo uma tela capturada durante a fotografia da NGC2070:

PHD Guiding e NGC2070

A seguir o resultado:

NGC2070 - TARANTULA NEBULA